Arquivo de 4 de março de 2010

Um alô para Sombrio/SC

quinta-feira, 4 de março de 2010

Compartilho com os leitores o recado recebido, pelo blog, de Gilberto Espindula, da cidade de Sombrio, Santa Catarina. É a mesma cidade do goleiro Fillipe, do CRB. Ele quer saber se Filipe está jogando bem. Olha, Gilberto, Filipe está bem, é titular do CRB e, ao meu juízo, não comprometeu o desempenho do time nos jogos em que assisti. Nos dois primeiros jogos, pareceu-me meio inseguro, o que é perfeitamente compreensível para quem estava iniciando um trabalho em um time repleto de jogadores feitos em casa. Mas, na sequência de jogos, ele se firmou e creio já ter adquirido a confiança dos demais jogadores e do técnico Paulo Roberto Ghilardi. Quem desejar trocar idéias com Gilberto, deve utilizar o e-mail gibaespindula@hotmail.com.

Três tópicos

quinta-feira, 4 de março de 2010

Comentário do leitor Nivaldo Mota no blog pede para que em analise três questões colocadas por ele.
A primeira delas refere-se ao prejuízo do CRB com arbitragem em jogos importantes, principalmente fora de casa. Ele diz não acreditar em algo tendencioso, mas sugere que para jogos considerados importantes a própria federação chamasse árbitros de fora.
Concordo plenamente, Nivaldo. Aliás, o presidente da CEAF, Hércules Martins, defende um intercâmbio entre Estados do Nordeste, que possibilite aos nossos apitarem outros campeonatos e os outros virem dirigir jogos aqui. Digo mais: a exemplo do que faz a CBF, a FAF também deveria mandar realizar exame antidoping em pelo menos um jogo por rodada, sem aviso prévio. Nenhuma suspeita, mas ajudaria na lisura do futebol.
Na segunda, ele comenta a proibição de uniformização de torcidas ditas organizadas em jogos de futebol, manifestando-se contrário e acusa os grupos de realizarem ações absurdas fora do estádio.
Você está certo de novo. A uniformização permite até que seja feita a identificação dos baderneiros. Este é um caso estritamente de polícia, como aliás são tantos outros em nossa cidade, em nosso Estado. Falta maior ação policial.
E terceiro: Sobre a seleção brasileira ele diz não ter mais graça assistir amistosos, porque parece uma obrigação, um fardo “vestir a amarelinha”.
Concordo em parte, cara. Já foi pior, muito pior. Hoje pelo menos eles mostram alguma alegria nos gols e nas vitórias. Mas, aqui prá nós, acertam cada amistoso para os caras jogarem chegando de viagem na véspera em plena temporada européia, que até prá nós é um saco.

Não merecia, mas perdeu

quinta-feira, 4 de março de 2010

O CRB não merecia perder. Mas, perdeu. Exatamente como aconteceu diante do mesmo adversário, quando a partida foi disputada em Palmeira dos Índios, asseguram os que assistiram. Eu vi o desta quarta-feira, na Pajuçara. E o ASA teve o mérito de aproveitar a única grande chance que teve para fazer o seu gol e de ter contado com um belo goleiro para impedir que o CRB, ao menos por três vezes, pudesse ter feito o seu. Foram os casos dos lances com Tony, no primeiro tempo, de Rafinha e Wellington, no segundo, sem falar em uma bola chutada por Rafinha no poste esquerdo. Futebol é assim. E, se o melhor desempenho do que o adversário conforta, não deixa de surgir uma preocupação pela segunda derrota consecutiva sofrida pelo time, acompanhada do detalhe do perigoso distanciamento do líder. O CRB agora não depende só dele para ser o campeão do turnão. Mas, depende de si para chegar ao quadrangular e, aí, entrar de novo em condições iguais. Resta saber como será assimilado este novo resultado negativo. Para o ASA, uma vitória reabilitadora, depois de dois confrontos sem vitória contra o Murici. Em relação ao ASA, o time também não depende mais só de si próprio, mas supera todos os outros na classificação geral. O que é muito bom para quem defende o título de atual campeão.

O G-4 está absoluto

quinta-feira, 4 de março de 2010

A cada rodada que passa, parece ir ficando cada vez mais claro que o G-4 será mantido até o final e que os times que ocupam as quatro primeiras posições no campeonato permanecerão sendo Murici, ASA, CRB e Coruripe até o encerramento do turnão. A rodada deste meio de semana veio reforçar este ponto de vista. Nela, o quarto colocado de então, o ASA, conseguiu três pontos; e o Coruripe, terceiro, somou um. Enquanto isto, o Corinthians, quinto colocado, não pontuou. Resultado: a distância desta equipe para o G-4 cresceu para seis pontos, exatas duas rodadas, o que não é uma tarefa fácil de desempenhar, principalmente com a irregularidade que acompanha a campanha do Corinthians este ano. E o que dizer dos demais times a partir do sexto lugar? Entre o CSE, que tem doze pontos, e o União, atualmente na lanterna, a difereança é de apenas quatro pontos, ou seja, aí a luta é muito mais para se afastar da zona de rebaixamento. E ainda gente que vê este como um campeonato equilibrado. Não é. É uma competição com grupos distintos equilibrados.

O Murici dispara

quinta-feira, 4 de março de 2010

E aí? Já é possível considerar o Murici como real candidato a ser campeão alagoano pela primeira vez? Ainda não dá para apontar qualquer favorito ao título, quando se sabe que o vencedor pode ser qualquer um dos quatro times que venham a disputar o segundo turno e que vençam pelo menos duas partidas das que serão decisivas para apontar um segundo finalista. Mas, não há mais como deixar de reconhecer que o Murici cumpre um desempenho admirável na atual competição. Afinal, já foram realizadas onze das dezoito rodadas do turnão e o time ostenta uma campanha maravilhosa, com apenas uma derrota – para o Corinthians, por 1 a 0, no Estádio Nelson Peixoto Feijó – e nada menos do que cinco pontos ganhos à frente do vice-líder e seis pontos a mais do que os terceiro e quarto colocados. Antes, ainda se podia questionar o nível dos adversários que havia enfrentado, mas agora ele já jogou duas vezes contra o ASA, duas contra o Corinthians e uma contra CRB e Coruripe, justamente os que ele ainda terá que enfrentar uma vez, justo na casa do adversário. Não significa que diante dos demais times ele já possa ter a vitória como favas contadas, mas, convenhamos, ao menos entrará em campo na condição de favorito. Um desempenho elogiável, até porque, pelo que se sabe, o grupo é formado por jogadores que dificilmente seriam aproveitados pelos chamados clubes grandes de Alagoas. E sob o comando de um ex-jogador que, ao menos por aqui, ninguém conhecia como técnico e sim como um grande ponta-direita da história do futebol brasileiro. O Edson e o seu time estão de parabéns, sim.