Uma queda brusca, repentina, violenta. Assim foi a saga do CRB nos últimos sete dias, passando de líder do Campeonato Alagoano, posição que ostentava domingo passado, antes da derrota para o Coruripe, em Coruripe, para um nada seguro terceiro lugar que pode se transformar em quarto, dependendo do resultado do jogo do líder Murici hoje. Três derrotas, uma atrás da outra. Na primeira, o culpado foi o juiz. E foi mesmo. Na segunda, o obstáculo foi o goleiro do ASA. Ninguém discute que sim. Mas, neste sábado, ainda que tivesse contra si o mal estado do campo do Estádio Senador Arnon de Mello, a derrota para o Ipanema mostrou um time jogando mal. Sem puder usar os três zagueiros – com dois volantes – como proteção, o CRB limitou as ações dos seus laterais e viu os seus meias não produzirem o suficiente para colocar Edmar e Wellington no jogo. Foram todos figuras apagadas e não poderia ser diferente. Ao final do jogo, que foi importante para o Ipanema, que subiu posições e chegou ao sexto lugar, explicações desencontradas e até acusações de que o time está sem atitude e que os resultados fizeram o time subir em salto alto. Não vejo por aí. Está na hora de se deixar de afirmar apenas que o CRB perdeu. Desta vez foi o Ipanema que venceu. Venceu porque neutralizou os pontos fortes do adversário. É preciso, sim, buscar novas alternativas de jogo. E também de jogadores, não obrigando o técnico a ter que inventar mudanças para tentar aquilo que só seria conseguido com outros profissionais, que o clube não tem. É preciso reagir, sim, mas sem destempero que jogue por terra o trabalho realizado até agora. A obsessão pelo título não pode estar de volta, trazendo com ela a irracionalidade. É o que penso.
O galo tem novo treinador