Começa a primeira decisão

5 de setembro de 2010

O CSA inicia, neste domingo, a primeira disputa eliminatória – mata-mata – das três que terá que jogar – e vencer – para poder ascender da Série D para a Série C do Campeonato Brasileiro. Tirando o confuso e controverso resultado contra o Santa Cruz, em Maceió, o time alagoano só fez colecionar resultados positivos na competição, terminando a primeira fase com a segunda melhor campanha de todos os 40 participantes. Todavia, isto não lhe oferece vantagem alguma nesta segunda fase, visto que o único bônus oferecido pelo regulamento é realizar o segundo jogo em casa. Mas, peraí. Nada de imaginar que por fazer o segundo jogo em casa a coisa já esteja decidida a seu favor. A partida contra o Sampaio Corrêa, em São Luís, é o primeiro tempo da decisão. O segundo tempo será jogado no próximo domingo, em Maceió, mas para ele os dois times levarão o resultado do jogo no Maranhão. Outro alerta que precisa ser dado é sobre a situação que vive o futebol daquele estado, com Moto Club e Lideral fechando as portas quase simultâneamente, por problemas financeiros. Isto significa que o esporte lá está em crise, claro, mas não que acabou. Pelo contrário, todas as fichas lá são apostadas nas chance que tem o Sampaio de seguir adiante na Série C e pleitear, mais na frente, uma vaga na Série B. Este jogo é um perigo.

Tirar o Vica resolve?

5 de setembro de 2010

No dizer popular, a batata do Vica está assando. E quem está com esta batata quente na mão é a direção do ASA, a quem caberá decidir se a troca de técnico agora terá o poder de levar o time a se recuperar na Série B. José Luís Mauro, o técnico, tem crédito junto ao clube, pelo trabalho realizado e pelos resultados obtidos ao longo de mais de 100 jogos. Mas, quatro derrotas consecutivas, duas delas em casa, derrubam qualquer técnico. Até o Vica, que tem sua permanência no comando do clube colocada em dúvida desde antes mesmo da partida de sábado, contra o Duque de Caxias. “Será difícil segurar o Vica em caso de nova derrota”, diziam os mais comedidos, entre eles comentaristas esportivos e até mesmo dirigentes, estes sem o desejo de se expressarem publicamente. Do lado do torcedor, o balanço era pior para Vica: “O Vica tem que sair”, ouvia-se, nas ruas, antes do jogo. “Retranqueiro, retranqueiro”, gritava a torcida no Estádio, enquanto o time perdia. O crédito de campanhas anteriores se esvai, quando o técnico é acusado de isolar um jogador no ataque, não sendo “ofensivo”, “corajoso”, nem mesmo atuando em casa. Está fora de discussão que qualquer treinador gostaria de ver seu time atacando, vencendo sempre. O que se discute é se o ASA tem time para realmente atacar nesta Série B. Pelo visto, Vica entende que não. E se vier um novo técnico, adotar a prática ofensiva e se der ainda pior? Claro que ninguém quer isso. Fica a questão para decisão da diretoria. Junto com a troca do comando, serão também contratados jogadores? E por que não se contrata, sem precisar mudar o técnico? O desgaste dele com a torcida é tamanho para provocar uma rescisão sem alternativa? Quem administra o clube tem mais condições de decidir do que qualquer pessoa que veja a coisa de longe. É ela quem deve apurar, por exemplo, se há outros jogadores cometendo excessos fora de campo e, quem sabe, até divulgar o que, além das bebedeiras, provocou a saída de Ciel. O que se pede é que qualquer decisão seja tomada rapidamente. Não há tempo a perder.

O balanço da primeira metade

5 de setembro de 2010

Cumpridas 19 das 38 rodadas da Série B, quatro estados estariam ascendendo clubes para a Primeira Divisão do futebol brasileiro: Santa Catarina, com o líder Figueirense; São Paulo, com a Ponte Preta; Paraná, com o Coritiba; e Bahia, com o Bahia. Por região, dois do Sul, um do Sudeste e um do Nordeste, distribuição bem democrática. Ao mesmo tempo, também quatro estados estariam com um clube cada rebaixado para a Série C: São Paulo, com o Santo André; Goiás, com o Vila Nova; Rio Grande do Norte, com o América; e Minas Gerais, com o Ipatinga. Entre subidas e descidas, São Paulo e Nordeste ficam no 1 a 1, o Sul sobe dois e não desce nenhum, com só prejuízo de representatividade para mineiros e goianos. Verdade que ainda faltam mais 19 rodadas, a outra metade da competição. Mas, já é possível comparar aproveitamentos dos clubes com 50% dos jogos realizados e do final da Série B do ano passado. Em 2009, o Vasco foi o campeão com 76 pontos e 66.7% de aproveitamento. O líder de agora, o Figueirense, tem 36 e 63.2%. O último do ano passado que obteve acesso foi o Atlético Goianiense, que terminou a competição com 65 pontos e 57.0%. O Bahia é o quarto deste ano, com 31 pontos e 54.4%. A zona de rebaixamento de 2009 foi puxada pelo Juventude, que fez 44 pontos e teve apenas 38.6% de aproveitamento, exatamente o que fez o ASA até agora. Este ano, com mais baixo aproveitamento, a posição 17 é do Santo André-SP, que está com 35.1%. Cumpre-se, então, o dito de que 60% dos pontos mandam para a Série A e 40% devem garantir permanência na Série B.

O risco, agora, é muito grande

5 de setembro de 2010

O ASA perdeu mais uma. Foi a terceira derrota em casa e a quarta consecutiva nos últimos quatro jogos da primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série B. Perdeu atacando. Perdeu desperdiçando oportunidades claras de marcar. Perdeu com erros infantis que permitiram um resultado positivo e nada injusto em favor do Duque de Caxias, que empreende uma inesperada recuperação na classificação geral. Como previamos aqui, antes do jogo, o prejuízo imediato não seria tão grande, visto que o time de Alagoas perdeu “apenas” mais uma posição. Todavia, o risco de frequentar a zona de rebaixamento agora já é grande, muito grande. Com 22 pontos ganhos (apenas 38,6% de aproveitamento), o ASA vai enfrentar a Ponte Preta, em Campinas, na rodada completa do feriado de 7 de setembro. E os seus mais próximos concorrentes na classificação – Bragantino, com 22 pontos, e Santo André, com 20 – farão jogos em casa, contra América Mineiro e Icasa, respectivamente, ou seja, entrarão em campo na condição de favoritos. Já o adversário do ASA é nada menos do que o vice-líder desta Série B, com 35 pontos e nada menos do que 61,4% de aproveitamento. No momento em que a buscada equidistância dos pontos extremos nunca esteve tão longe (nove pontos para o G-4 e dois para o G-R), pode-se dizer que a situação do ASA nunca esteve tão ruim.

Será preciso muita disposição

4 de setembro de 2010

Vindo de um retrospecto nada favorável de três derrotas nas três últimas partidas, o ASA enfrenta o Duque de Caxias, em Arapiraca neste sábado, no complemento da rodada que marca exatamente a metade da disputa da Série B do Cameponato Brasileiro, competição em que estreia neste ano. Com 22 pontos ganhos e ocupando o décimo-quarto lugar, o ASA ficou ainda mais longe do G-4, do qual dista nada menos do que nove pontos. Sua diferença para a zona de rebaixamento caiu, perigosamente, para apenas dois pontos. Ainda que esteja, agora, sob sério risco, em nenhuma hipótese o ASA ficará entre os quatro últimos classificados depois desta rodada, porque o único de lá que poderia ultrapassá-lo está com 20 pontos e já jogou ontem. Pode, todavia, perder uma posição, se for derrotado hoje e o Brasiliense confirmar o favoritismo, derrotando o América de Natal em jogo que fará em casa. E se ganhar do Duque de Caxias? O que ocorrerá com a posição do ASA? De cara, ele ultrapassa o seu adversário deste sábado, já que o jogo é dos chamados de seis pontos. Mas, se houver, digamos, “boa vontade” de outros concorrentes (tipo Icasa, Paraná e Sport), pode dar um bom salto e subir para o décimo lugar. Uma ou quatro posições, para os jogadores isto não importa tanto quanto a necessidade de ganhar para melhorar a classificação. Recuperar a credibilidade e a confiança do torcedor. Além disso, a vitória terá o poder de acalmar o ambiente. Por isso, mais que o reforço das voltas de Plínio, Luiz Mário e Didira, o ASA precisa de uma dose extra de disposição para alcançar o resultado que lhe interessa.

Mais um número expressivo

4 de setembro de 2010

Quem acompanha este blog desde o início sabe que valorizo muito as marcas que procuro atingir neste convívio com os colegas de site e com os leitores. Pois é, empenhado em acompanhar o noticiário esportivo, mesmo longe do trabalho diário no rádio, o que antes me facilitava a tarefa, acabei deixando de registrar outro momento importante, o post de número 1.500. Pois é, ele já passou e isto ocorreu já há mais de uma semana. Tanto que este já é o comentário 1.531 que escrevo aqui no site www.futebolalagoano.com. Feliz e motivado como no início, em maio do ano passado.

Cabe um esclarecimento

4 de setembro de 2010

Fiz, neste espaço, crítica construtiva ao posicionamento tomado pela direção do ASA em relação ao trabalho da imprensa esportiva em treinos, jogos e no ambiente de concentração. O post valeu comentário de um conselheiro e Coordenador da Campanha de sócio-torcedor do clube, esclarecendo que as medidas foram anunciadas na sexta-feira da semana passada, dia 27/08, ou seja, antes das derrotas para Paraná e América-RN. Acrescenta que tais medidas seriam tomadas independentemente de resultados. Lamenta que alguns teimem em entender diferente, “como se quisessem tumultuar um ambiente que sempre esteve sob controle da Diretoria Executiva do ASA”. E conclui, dizendo: “Querer entender diferente, como alguns insistem – não é o seu caso – é querer criar factóide por falta de assunto”.
Ao tempo em que agradeço ao Ricardo Rolim (este o nome do conselheiro e coordenador) por me excluir de um grupo que considera nefasto, reafirmo o ponto de vista já declinado aqui outras vezes. Nossos times precisam “se fechar” mais e, embora respeitando o trabalho profissional da imprensa esportiva, jamais se deixar guiar por tudo que é veiculado, porque, justamente pelo excesso de tempo e espaço colocados disponíveis para a divulgação do futebol, há uma necessidade extrema de “descobrir” notícias e informações. E é muito tênue a distância entre “descobrir” e “criar”. O que critiquei foi a intempestividade e a inoportunidade da medida, agora muito bem explicada.

Assim fala um profissional

4 de setembro de 2010

Por considerá-la de grande importância, reproduzo aqui matéria que está no site www.uol.com.br, neste sábado pela manhã:
“O fechamento repentino do Maracanã para as obras da Copa do Mundo de 2014, determinado pela CBF, espantou os dirigentes do Fluminense. Questionado sobre o assunto, o técnico Muricy Ramalho rechaçou qualquer tipo de complô contra o Tricolor e favorecimento ao Corinthians. Somado a isso, Muricy Ramalho foi convidado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para ser técnico da seleção brasileira. A diretoria tricolor, entretanto, vetou a saída do treinador. Por fim, o Fluminense, na eleição do Clube dos 13, votou em Fábio Koff e não em Keber Leite, candidato apoiado por Ricardo Teixeira.
“Se eu acreditar nisso, vou para casa e ficarei por lá. Não trabalharia mais no futebol. Não há armação de nada. Se o árbitro erra, erra para todos. Não vemos arbitragens metidas em esquemas. Conheço muitos juízes que têm caráter, mas precisamos estar atentos para não sermos prejudicados”, salientou. Quanto ao adiamento da partida do Corinthians contra o Vasco, que seria realizada no meio de semana, mas passou para o dia 13 de outubro (em função do centenário do clube paulista), Muricy Ramalho não viu o menor problema nisso. “O Fluminense não está sendo prejudicado. O Corinthians não jogou por causa de uma celebração muito importante na história do clube. Fizeram uma festa incrível. Temos de dar os parabéns pelos 100 anos”, encerrou”.
Assino em baixo de tudo o que disse Muricy. Assim age e fala um autêntico profissional de futebol, que não busca motivos onde não existe para justificar as situações dificuldades vividas por seu time no cotidiano.

Você vai desistir?

3 de setembro de 2010

Um rapaz pediu a Jesus um emprego e uma mulher que o amasse muito.
No dia seguinte, abriu o jornal e tinha um anúncio de emprego.
Ele foi, viu a fila muito grande e disse: “eles são melhores do que eu”, e foi embora.
No caminho, um garoto lhe deu uma rosa… No ônibus, ele, chateado, joga a rosa fora.
E ao chegar em casa, briga com Jesus:
…É assim que me tratas?
…É assim que me amas?
E vai dormir. Em sonho Jesus lhe diz:
- O emprego era seu, mas você não confiou e desistiu antes mesmo de lutar; aquela rosa foi eu que te dei… Inspirei aquela criança a lhe dar!!! O amor da sua vida estava sentado ao seu lado e, em vez de você dar a rosa a ela, você a jogou fora..

Você entendeu como Jesus age em nossa vida?
Ele abre as portas, mostra o caminho, mas a nossa fé as vezes é tão pouca que desistimos ao primeiro obstáculo.

Não desistamos, confiemos que Jesus pode agir na nossa vida.
Os obstáculos existem para ver até onde vai a nossa fé.

Neymar precisa crescer

3 de setembro de 2010

Diz o ditado que para ser considerado doido, é preciso que o cara rasgue dinheiro, jogue dinheiro fora. Como fez o Adriano, quando saiu da Itália, dizendo que parava ali com o futebol. Quando ele perdeu, desde então, mesmo tendo sido bem acolhido no Flamengo, onde deu tanto problema. Outro que foi chamado de louco por desprezar mais dinheiro foi Neymar, o mais habilidoso jogador brasileiro na atualidade, e que não aceitou transferência para o futebol europeu. Prova de imaturidade? Pode ser. Por aqui, vai continuar sendo caçado dentro de campo, diante da complascência dos árbitros. E vai continuar aprendendo e aplicando o que não deve, como se jogar no chão para simular faltas – o que os homens do apito já perceberam – ou repetir ações de tentativa de desmoralizar companheiros de profissão, insistindo em partir para dribles inconsequentes quando as jogadas já estão paralizadas. O jogador precisa crescer em juízo.