Blog do Waldemir Rodrigues


Alagoanos vão de bicicleta até o Rio de Janeiro

Superação, coragem e determinação. São os principais requisitos dos ciclistas alagoanos Maria José e Lucivaldo de Oliveira, que iniciam viagem às 6h deste domingo, saindo do Corredor Vera Arruda, na Jatiúca, rumo a cidade do Rio de Janeiro onde vão participar da Rio+20 – uma Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será realizada de 20 a 22 de junho.
Os alagoanos planejaram uma logística de viagem para os 2.200 km até o Rio de Janeiro, que deve durar uns 30 dias, percorrendo uma média de 100 km/dia. Para aproveitar esse evento outros grupos de ciclistas envolvidos com o Movimento da Bicicleta Nacional de várias partes do Brasil também sairão pedalando de seus estados e vão se encontrando até chegar ao local da Conferência.
A Rio+20 – oficialmente designada como Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – acontecerá de 20 a 22 de junho de 2012, no Rio de Janeiro, Brasil. Tal encontro é uma nova tentativa das Nações Unidas, neste início do milênio, para progredir em relação ao compromisso dos Estados e da comunidade mundial com as grandes mudanças deste século XXI. Acontece vinte anos depois da primeira cúpula histórica de Rio de Janeiro, em 1992, e dez anos depois do encontro de Johanesburgo, em 2002.
A funcionária pública Maria José Nascimento dos Santos, 50 anos, informou que iniciou sua paixão pelo ciclismo há pouco mais de cinco anos, e além de utilizar a bicicleta como meio de transporte diário vem se destacando como atleta de competição. “Fui campeã geral feminina do 8º Desafio Internacional de Ciclismo/2011, pela categoria 60 km, Over 30”, disse a atleta acrescentando que já venceu quatro disputas.
Maria José afirmou que está preparada para esse novo desafio. “Ao lado do experiente Lucivaldo vamos ao Rio levando o nome de Alagoas”, informou a atleta agradecendo a todos que acreditaram e apoiaram essa iniciativa, em especial o governo estadual por meio da Secretaria de Estado Adjunta do Esporte.
A superintendente de Esporte e Desporto Escolar da SEE, Vânia Quintela disse que a ciclista Maria José é mais uma alagoana que representa a garra e a coragem da mulher nordestina. “Muito corajosa essa atleta. Desejamos todo o sucesso e sorte para ela e ao seu companheiro de viagem”, declarou Vânia.
Mais informações:
Site Rio+20

HTTP://rio20.net/pt-br/a-caminho-de-rio20e

(Reportagem: Adelmo Ricardo)

Primeira lição com derrota logo na estreia

O CRB foi derrotado pelo Bragantino em seu retorno à Série B. O time campeão alagoano não jogou mal; pelo contrário, dominou durante pelo menos uns 70 minutos da partida. Mas, perdeu por dois motivos importantes e que não devem ser esquecidos jamais, porque são constantes em uma competição deste tipo. Primeiro, um goleiro em grande noite, o que não é raro ocorrer com times que se posicionam defensivamente fora de casa e atraem o adversário para o seu próprio campo. Alê, o goleiro do Bragantino, fez pelo menos seis defesas muito difíceis, três delas daquelas ditas inacreditáveis; Segundo, porque um time que joga em casa, empurrado pelo seu torcedor, precisa sim atacar, mas não pode se permitir a lances infelizes como os que redundaram nos dois gols que deram a vitória por 2 a 0 ao Bragantino. Não que o time paulista não merecesse ter feito ao menos um gol, já que o estreante Anderson fez também duas intervenções importantes no jogo, uma em cada tempo. Mas, naqueles lances, não. Deixar de “matar” uma jogada ainda na intermediária para fazê-lo apenas bem pertinho da linha da grande área é imperdoável; Da mesma forma que errar o passe na saída de bola e esquecer a cobertura quando o time buscava o empate desesperadamente, também. Mas, como disseram todos, o Campeonato está só começando. Que a lição seja aprendida.

Qual será o ASA da Série B de 2012?

Em sua primeira participação no Campeonato Brasileiro da Série B, onde chegou como vice-campeão da Série C de 2009, recuperando a vaga que Alagoas perdera no ano anterior, com o rebaixamento do CRB, o ASA realizou uma campanha considerada bastante satisfatória para um estreante. Ao final dos 38 jogos, o time ficou em 9º lugar, com 52 pontos ganhos (aproveitamento de 45.6%), provenientes de 16 vitórias, quatro empates e 18 derrotas, com 53 gols marcados e 56 sofridos. A boa temporada em 2010 gerou uma expectativa positiva que não se confirmou em 2011, quando o ASA esteve próximo do rebaixamento, terminando com 48 pontos, apenas um a mais do que o Icasa, que caiu para a Série C. De um ano para o outro, apenas quatro pontos a menos, mas um risco enorme. Na campanha, foram 13 vitórias, nove empates e 16 derrotas, com 44 gols pró e 54 contra. E em 2012, qual será o ASA, agora vice-campeão alagoano? Neste sábado, o time inicia mais uma temporada na Segunda Divisão do futebol brasileiro. Um outro time, com técnico também diferente, mas a mesma paixão do seu torcedor. Em princípio, por jogar fora de casa, é do adversário a responsabilidade maior pelo resultado. Mas, se começar somando ponto fora, será bem interessante.

São Paulo e Rio têm a metade da Série A

A representatividade que o Estado de São Paulo perdeu na Série B conseguiu ganhar em participação na Série A. Este ano o maior Estado brasileiro terá no Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão nada menos do que seis clubes ou seja 30% do total de concorrentes: Corinthians, Palmeiras, Ponte Preta, Portuguesa, Santos e São Paulo. O Rio de Janeiro entra com o seu quarteto tradicional formado por Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, 20% dos participantes. Ou seja, Rio de Janeiro e São Paulo possuem a metade dos integrantes da Série A. Apenas mais três Estados entram na disputa com mais de um clube, sendo eles Pernambuco, com Sport e Náutico; Minas Gerais, que joga com a dupla Atlético Mineiro e Cruzeiro; e Rio Grande do Sul, também com os tradicionais Grêmio e Internacional. Os outros quatro Estados que completam os nove do Brasil da Série A são Santa Catarina (Figueirense), Paraná (Coritiba), Goiás (Atlético Goianiense) e Bahia (Bahia).

Série A, um campeonato com muitos favoritos

O Campeonato Brasileiro da Série A 2012, considerado como o mais equilibrado do mundo – sempre é aberto com pelo menos dez pretendentes ao título de campeão, começa neste sábado com três jogos: Sport x Flamengo, às 18h30, na Ilha do Retiro, em Recife; Palmeiras x Portuguesa, às 18h30, no Pacaembu; e Figueirense x Náutico, às 21 horas, no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. A primeira rodada prossegue no domingo, com: Corinthians x Fluminense – 16 horas – Pacaembu; Internacional x Coritiba – 16 horas – Beira Rio; Botafogo x São Paulo – 16 horas – Engenhão; Ponte Preta x Atlético Mineiro – 16 horas – Estádio Moisés Lucarelli; Cruzeiro x Atlético Goianiense – 18h30 – Estádio João Havelange, Uberlândia; Vasco x Grêmio – 18h30 – São Januário; Bahia x Santos – 18h30 – Estádio Pituaçu. Disputado em pontos corridos desde 2003, com turno e returno, o Brasileiro Série A se transformou em sucesso de público e interesse esportivo. No começo, em 2003 e 2004, eram 24 times disputando o título de campeão brasileiro; em 2005, 22 clubes, e, desde 2006, 20 times. O presidente José Maria Marin destacou a expectativa positiva que cerca o início da competição, que mereceu maior investimento na arbitragem, em busca de melhoria da qualidade.
Veja os campeões desde que foi adotado o formato de pontos corridos: 2003 – Cruzeiro; 2004 – Santos; 2005 – Corinthians; 2006 – São Paulo; 2007 – São Paulo; 2008 – São Paulo; 2009 – Flamengo; 2010 – Fluminense; 2011 – Corinthians.
Artilheiros: 2003 – Dimba – Goiás – 31; 2004 – Washington – Atlético Paranaense – 34; 2005 – Romário – Vasco – 22; 2006 – Souza – Goiás – 17; 2007 – Josiel – Paraná – 20; 2008 – Washington – Fluminense, Keirrison – Coritiba, Kleber Pereira – Santos – 21; 2009 – Adriano – Flamengo – 19; Diego Tardelli – Atlético Mineiro – 19; 2010 – Jonas – Grêmio – 23; 2011 – Borges – Santos – 23.
(Fonte CBF)

O espelho de Gandhi

Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são os fatores que destroem os seres humanos.
Ele respondeu:
A Política, sem princípios;
o Prazer, sem compromisso;
a Riqueza, sem trabalho;
a Sabedoria, sem caráter;
os Negócios, sem moral;
a Ciência, sem humanidade;
a Oração, sem caridade.

A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável,
que as pessoas são tristes, se estou triste,
que todos me querem, se eu os quero,
que todos são ruins, se eu os odeio,
que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
que há faces amargas, se eu sou amargo,
que o mundo está feliz, se eu estou feliz,
que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
que as pessoas são gratas, se eu sou grato.

A vida é como um espelho:
se você sorri para o espelho,
ele sorri de volta.
A atitude que eu tome perante a vida é
a mesma que a vida vai tomar perante mim.
“Quem quer ser amado, ame !”

CRB retorna à Série B sob grande expectativa

Apontado pela chamada mídia nacional como um dos prováveis candidatos ao rebaixamento, o CRB retorna a Série B do Campeonato Brasileiro nesta sexta-feira, jogando contra o Bragantino, às 21h, no Estádio Rei Pelé. Há uma expectativa muito grande da parte do torcedor, visto que o time ainda não incorporou os jogadores contratados para melhorar o seu desempenho técnico. Daí que o treinador resolveu colocar em campo a base campeã estadual, depois de um jejum que vinha desde o ano de 2002. O grupo repete nomes que também levaram o CRB ao vice-campeonato da Série C e a vaga do acesso para a Segunda Divisão nacional. Um grupo vitorioso, sim, mas em uma competição muito mais difícil. Seu adversário, o Bragantino, não deve ser visto apenas como o time que vem de duas derrotas nos dois últimos jogos. Apesar delas, ficou como vice-campeão do Torneio do Interior em São Paulo e é apontado, pela imprensa do seu Estado, como um dos candidatos ao acesso à Série A. No ano passado, terminou a Série B em sexto lugar e mantém Marcelo Veiga no seu comando técnico desde 2007.

O dia em que a ponte caiu

Em sua longa permanência na Série B do Campeonato Brasileiro, o CRB fez uma bela campanha, algumas até convincentes, outras ao menos regulares, mas despediu-se depois de sequenciados avisos prévios. Em determinadas oportunidades, o Galo salvou-se na última rodada, seja por resultados conquistados pelo seu próprio time ou por combinação com jogos de outras equipes. Aqueles avisos não foram levados à sério. Pelo rádio, eu alertava que uma ponta que balançava sempre que era utilizada e não passava por um reparo um dia haveria de cair. E caiu. Foi em 2008, quando o CRB terminou em 20º (último) lugar, com apenas cinco vitórias (quatro delas em casa), nove empates (sendo apenas três como visitante) e nada menos do que 24 derrotas (nove no Trapichão e 15 fora de Maceió). Fez 35 gols e tomou 72, registrando um déficit de 37 gols. Aproveitamento de 21,1%, nos 24 pontos obtidos em 38 jogos. Uma campanha tão ruim, mas tão ruim que o primeiro time fora da zona de rebaixamento teve 45 pontos. No seu último jogo pela Série B, no dia 29 de novembro de 2008, o CRB foi derrotado pelo ABC por 3 a 1, no Trapichão. Eu não diria que é uma campanha a ser esquecida, mas um período a ser lembrado com tomada de providências para que não mais aconteça.

Grêmio foi o único que venceu fora de casa

Dos quatro times que jogaram em casa a partida de ida das quartas-de-final da Copa do Brasil, apenas o São Paulo saiu-se com vitória, fez 2 a 0 no Goiás e deixou bem encaminhada a sua classificação para ser consolidada no jogo que fará na próxima semana, em Goiânia. Por outro lado, o Grêmio, que mantém 100% de aproveitamento, foi o único a vencer jogando no campo do adversário, aplicou 2 a 1 de virada no Bahia, nesta quinta-feira, em Salvador. Os outros jogos – Atlético-PR 2 x 2 Palmeiras e Vitória 0 x 0 Coritiba – terminaram empatados, teoricamente colocando em vantagem os visitantes. Seguindo a mesma linha de raciocínio do post em que focalizei a atual Série B, o campeão da Copa do Brasil sairá de um grupo de oito times, do qual fazem parte dois paranaenses, dois baianos, dois paulistas, um goiano e um gaúcho.

As torcidas que jogam com os times

Fluminense e Santos experimentaram nesta quinta-feira o que muitos outros clubes brasileiros já conhecem, o agigantar-se de clubes argentinos literalmente empurrados por suas torcidas. Os “hermanos” são incríveis nesta arte de transformar estádios de futebol em verdadeiros caldeirões, que normalmente na menor da hipóteses inibem, mas muitas vezes assustam seriamente os adversários. Concordo com os que dizem que as derrotas pelo mesmo placar mínimo (1 a 0) não chegam a ser péssimos resultados, visto que não são de improváveis reações nas partidas de volta. Mas, não é bom contar com facilidades. Os dois times brasileiros devem estar preparados para ganhar por dois gols de diferença, tentando fazer algo parecido com o que sofreram lá na Argentina.